domingo, 17 de Janeiro de 2010

A origem de algumas expressões populares

No nosso quotidiano recorremos muito a expressões populares.
No entanto, muitas vezes desconhecemos a sua origem.

Sabe, por exemplo, donde vem o dito "ficar a ver navios"?

Segundo algumas fontes, tem origem no século XVI, quando se deu a batalha de Alcácer Quibir e D.Sebastião não regressou. As pessoas mantinham a esperança e todos os dias se punham no alto de Santa Catarina a ver os navios que chegavam, esperando o regresso do rei (que nunca aconteceu).
Frequentemente, os mais incrédulos ao verem estas pessoas diziam : "mal daquele que foi ver navios".
Assim se implantou a expressão.


Outras tiveram origem no terramoto de Novembro de 1755: "Resvés Campo de Ourique" ou "Cai o Carmo e a Trindade".

A primeira usa-se porque o maremoto que acompanhou o já mencionado terramoto, levou a que as águas chegassem perto da zona de Campo de Ourique, ficando mesmo resvés.

Da segunda conta-se que os moradores, ao ouvirem um grande estrondo na cidade, logo se aperceberam que tinham caído os conventos do Carmo e da Trindade. Assim prevaleceu a expressão.


"Não percebo patavina" diz-se porque os frades de Pádua (patavinos) visitavam frequentemente os de Portugal. No entanto, quando falavam com o povo, niguém os entendiam e utilizavam esta expressão.


Para quem tem "lágrimas de crocodilo", é conveniente que tome conhecimento da origem deste dizer.
Os crocodilos, ao comer, exercem uma forte pressão no céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Isto fá-los chorar. Daí dizer-se que é um choro fingido.


Para finalizar, não podemos deixar de parte as "pestanas" dos estudantes que tanto se esforçam.
No tempo anterior à luz eléctrica, era usual trabalhar e estudar à luz das velas.
Por vezes, para se conseguir ver algo, era necessário aproximar mais a vista, queimando-se as pestanas de muita gente. Daí o dito "queimar as pestanas".

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