terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Soluções anti pregos

Se não deseja ver as paredes ou os móveis da sua casa furados com pregos, existem actualmente soluções que não os danificam e fazem o mesmo efeito.

Se quer colocar rodapés, frisos, molduras, placas de gesso, etc., há um produto no supermercado da Pattex, chamado "não mais pregos", que cola o material, sem causar danos e cuidando a parte estética. Custa cerca de 6€.

Todavía, este produto não pode ser aplicado em todo o tipo de material ou superfície: não é adequado para fixar espelhos, para aplicar sobre papel pintado, nem se deve utilizar em superfícies permanentemente molhadas ou húmidas.

Actualmente já poucas pessoas o fazem, mas para aqueles que gostam de pôr pregos na porta do quarto para pendurar o roupão ou na dispensa para pendurar a vassoura, existem no mercado (já há muito tempo) uns ganchos com adesivo, que não danificam a pintura e suportam bastante peso.

É só dar uma vista de olhos nas prateleiras das grandes superficies!

domingo, 17 de Janeiro de 2010

A origem de algumas expressões populares

No nosso quotidiano recorremos muito a expressões populares.
No entanto, muitas vezes desconhecemos a sua origem.

Sabe, por exemplo, donde vem o dito "ficar a ver navios"?

Segundo algumas fontes, tem origem no século XVI, quando se deu a batalha de Alcácer Quibir e D.Sebastião não regressou. As pessoas mantinham a esperança e todos os dias se punham no alto de Santa Catarina a ver os navios que chegavam, esperando o regresso do rei (que nunca aconteceu).
Frequentemente, os mais incrédulos ao verem estas pessoas diziam : "mal daquele que foi ver navios".
Assim se implantou a expressão.


Outras tiveram origem no terramoto de Novembro de 1755: "Resvés Campo de Ourique" ou "Cai o Carmo e a Trindade".

A primeira usa-se porque o maremoto que acompanhou o já mencionado terramoto, levou a que as águas chegassem perto da zona de Campo de Ourique, ficando mesmo resvés.

Da segunda conta-se que os moradores, ao ouvirem um grande estrondo na cidade, logo se aperceberam que tinham caído os conventos do Carmo e da Trindade. Assim prevaleceu a expressão.


"Não percebo patavina" diz-se porque os frades de Pádua (patavinos) visitavam frequentemente os de Portugal. No entanto, quando falavam com o povo, niguém os entendiam e utilizavam esta expressão.


Para quem tem "lágrimas de crocodilo", é conveniente que tome conhecimento da origem deste dizer.
Os crocodilos, ao comer, exercem uma forte pressão no céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Isto fá-los chorar. Daí dizer-se que é um choro fingido.


Para finalizar, não podemos deixar de parte as "pestanas" dos estudantes que tanto se esforçam.
No tempo anterior à luz eléctrica, era usual trabalhar e estudar à luz das velas.
Por vezes, para se conseguir ver algo, era necessário aproximar mais a vista, queimando-se as pestanas de muita gente. Daí o dito "queimar as pestanas".

sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Como poupar nas chamadas telefónicas

São cada vez mais as empresas e os tarifários disponibilizados. Tantos, que a certa altura se torna difícil escolher aqueles que mais nos convêm.

Se é um amante do telemóvel e não consegue viver sem ele, recomenda-se a consulta do site da Anacom (www.anacom.pt), no qual tem um simulador de chamadas para as várias redes móveis. Aí pode obter uma maior e melhor perspectiva das redes e tarifários mais convenientes para o seu caso.
A poupança pode ser realmente considerável, chegando às dezenas de euros.

Se tem telefone de rede fixa e telemóvel, o ideal será optar pelo segundo e pôr de parte o primeiro - a menos que seja estritamente necessário ou que telefone frequentemente para a rede fixa.

Para quem tem Internet e a utiliza com regularidade, o Skype é uma excelente opção!
Se os seus amigos, familiares e conhecidos forem adeptos das novas tecnologias, podem sempre comunicar por aí, de forma gratuita.
Para aqueles que telefonam muito para a rede fixa (sobretudo entre linhas operadoras distintas) o Skype também é uma boa opção, uma vez que o custo das chamadas é consideravelmente mais baixo (cerca de 9 cêntimos por minuto).
Já para telemóveis, não se pode dizer o mesmo.

Quando o seu objectivo é apenas dizer um "olá" ou passar uma mensagem curta, prefira os sms. Cumpre o seu objectivo e a carteira agradece!


domingo, 10 de Janeiro de 2010

Derrame cerebral: detectado um 4º sintoma


Muitas vezes, os sintomas de um derrame são difíceis de identificar. Infelizmente, a nossa falta de atenção, torna-se desastrosa.
A vítima do derrame pode sofrer graves consequências cerebrais quando as pessoas que o presenciaram falham em reconhecer os sintomas de um derrame.

Os médicos dizem que uma testemunha qualquer pode reconhecer um derrame fazendo à vítima estas três simples preguntas:

S* (Smile) Peça-lhe que SORRIA.
T* (Talk) Peça-lhe que FALE ou APENAS DIGA UMA FRASE SIMPLES. (com coerência)
(ex : Hoje o dia está ensolarado)
R* (Rise your arms) Peça-lhe que levante AMBOS OS BRAÇOS.

Recentemente foi identificado um quarto sintoma: A LÍNGUA.

Peça para a pessoa pôr a língua de fora e movê-la. Se notar dificuldade nos movimentos ou se vir que a língua fica ligeiramente de lado, é um sintoma claro.
O que há a fazer na detecção de qualquer um destes sintomas é chamar uma ambulância o mais rapidamente possível, expondo a situação.

sábado, 9 de Janeiro de 2010

Os animais e as pulgas

Parasitas e hospedeiros
As pulgas são o parasita externo mais comum em cães e gatos. Agarram-se à pele e sobrevivem alimentando-se do sangue do animal.

Cada pulga fêmea coloca centenas de ovos, os quais, num curto espaço de tempo - 21 dias - atingem o estado adulto. O risco de infecção para o animal, para o embiente e para o dono é, pois, elevado.

No animal, a picada da pulga pode causar dermatite alérgica, uma reacção à "saliva" do parasita; as pulgas podem tambem ser ineridas quando o animal se coça e transportar outros parasitas para o intestino.

O ambiente doméstico tambem não está a salvo. Na maioria das vezes, a pulga deposita os seus ovos on hospedeiro, mas como estes sao completamente lisos acabam por cair nos chao. Os ovos penetram profundamente nas fibras das carpetes e nas frestas do chão. No exterior, os ovos da pulgas fixam-se no solo.


Desparasitação externa do animal
Tendo em conta o que se disse anteriormente, é fundamental prevenir e combater a infestação por pulgas, o que passa por cuidados com o animal e com o ambiente.

A desparasitação externa do animal deve iniciar-se entre as seis e as oito semanas de vida; realizar-se ao longo de todo o ano e não apenas na Primavera e no Verão.

Deve recorrer-se a produtos com acção desparasitante como champôs, pós, sprays, coleiras e soluções para banho, adequadas a cada animal (raça, idade, peso).


Desinfestação do ambiente
Para desinfestar o ambiente deve aspirar os espaços mais frequentaods pelo animal. Lavar a cama do animal com água quente e lixivia ou detergente.

É importante aplicar um spray desparasitante adequado, dando especial ênfase aos locais onde o aspirador não chega (por exemplo, os rodapés ou a parte de trás dos móveis).

Renove diariamente o caixote de areia (no caso dos gatos) e remova os dejectos do quintal ou de outros espaços frequentados pelo animal.

Use luvas e lave as mãos depois do contacto com a sua mascote.


São pulgas?
Os excrementos de pulga confundem-se com pequenos grãos de areia negros. Para tirar as dúvidas, remova alguns e coloque-os num algodão embebido em água oxigenada. Se se dissolverem, deixando um halo acastanhado à volta, é sinal que o animal está infestado.

Fonte: isaúde

Como eliminar a cêra dos ouvidos

A cera do ouvido (também denominada cerume ou cerúmen), é uma substância natural produzida pelo próprio ouvido para impedir a entrada de poeira, sujidade e outras partículas prejudiciais, lubrificando o canal auditivo e formando uma barreira que impede a passagem de microorganismos.

O cerúmen protege essencialmente a otite externa (também conhecida por otite de Verão), que é a infecção da pele do canal auditivo, ou orelha externa.

Geralmente a cêra tende a acumular-se, ressecando naturalmente até ser expelida. Isso significa que o ouvido é "autolimpante". Todavía, algumas vezes a cera acumula-se demais e o organismo não consegue eliminá-la. Um dos motivos pode ser o uso de cotonete, que empurra a cera para dentro do ouvido, o que forma uma espécie de "rolha" que, algumas vezes, nos impede de ouvir bem.

Se não tem dores e se tem a certeza que o problema é apenas acumulação de cerume no ouvido, pode usar um produto bastante eficaz que se compra na farmácia chamado "Marca Quies". Este spray elimina a cera, deixando o ouvido limpo. Pode usá-lo uma vez em cada quinze dias ou semanalmente, de forma a manter o ouvido desentupido.

Se tem dores no ouvido, o problema pode ser outro e o ideal é consultar o otorrinolaringologista.

Relativamente à limpeza dos ouvidos, há uns anos tive um problema de acumulação de cêra. Quase não ouvia e o otorrino atribuiu a causa ao uso de cotonetes.
Pus otoceril para amolecer a cêra, passados uns dias voltei ao médico para fazer a limpeza e este aconselhou-me a limpar o ouvido, depois do banho, como uma toalha ou um pouco de papel, mas nunca com cotonete, já que pode obstruir o canal auditivo.

sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Água no microondas

Não coloque uma chávena só com água a aquecer no microondas!É extremamente perigoso!

O que sucede é que quando pomos água a aquecer no fogão, a formação de bolhas e consequente evaporação que se dá na fervura, permite que o líquido não ultrapasse os 100ºC.

No microondas, o recipiente não aquece e a água não faz bolhas, atingindo temperaturas mais altas que os 100ºC, se estiver muito tempo a aquecer (mais de 40 segundos) e numa potência elevada.
Quando se abre a porta, o líquido pode saltar para o corpo e causar graves lesões.

Isso nem sempre acontece, mas convém prevenir-se!

Por isso, já sabe. Da próxima vez que quiser aquecer água faça-o no fogão ou então coloque um palito de madeira dentro do recipiente com água, antes de o pôr no microondas.

quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Dia de Reis

Como se festeja o dia de Reis em diferentes lugares?

A tradição do bolo rei está ligada aos Reis Magos?

Qual a sua simbologia?


Na noite de 6 de Janeiro é tradição partilhar um saboroso bolo rei e acompanhá-la com um chocolate bem quentinho.

O dia de reis é uma das festas mais importantes da religião cristã, porque representa o dia em que Jesus se deu a conhecer ao mundo.
Assim, desde que a igreja reconheceu esta data, festejava-se com um grande banquete, no qual se partia um bolo, tradição que se conservou durante a Idade Média.

O bolo rei é de origem espanhola e costuma ser redonda e decorada com frutos cristalizados. No México adquiriu forma oval, para que muitos o pudessem desfrutar.

Actualmente, em Portugal, foram proibidos os brindes, por se considerar perigoso.
Todavía, em outros países, continua essa tradição.
Num início punha-se um doce ou uma fava que representava o "esconderijo" do menino Jesus, para fugir a Herodes. O problema é que muitos comiam o doce ou a fava, o que acabava por ir contra a ideia de protecção que se pretendia. Foi assim que se começaram a pôr "meninos" de porcelana, prata ou plástico.

Quem ficasse com o brinde teria que pagar o próximo bolo rei.
No México e noutros países latinos, a pessoa a quem sai o "menino" tem a obrigação de fazer um jantar, no dia 2 de Fevereiro, com "tamales" (uma comida típica mexicana) e chocolate para todos aqueles que comeram o bolo-rei.

É também no dia 6 de Janeiro que se costuma "levantar o menino", isto é, retira-se o presépio e todos os outros enfeites de Natal. Em Portugal arrumam-se os enfeites até ao ano seguinte. Em alguns países latinos, guarda-se tudo excepto o menino Jesus, que fica até ao dia 2 de Fevereiro, data em que o vestem elegantemente e o levem à igreja para que seja benzido.

O bolo rei tornou-se tão popular que não só some com a família mas também nas escolas e no local de trabalho.

Em vários países (como Espanha ou México), é tradição oferecer presentes aos mais pequenos, como símbolo das oferendas que os reis magos fizeram ao Deus menino.
Em vez de esperarem que o Pai Natal desça pela chaminé, como acontece no dia de Natal em muitos países (Portugal, Estados Unidos...), anseiam pela prenda que os reis magos irão deixar no sapatinho.

(fonte: hechos.am)

sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Cuidados de higiene em idosos

A HIGIENE é um conjunto de meios e regras que procuram garantir o bem-estar físico e mental, promovendo a saúde e prevenindo a doença.
Na vida quotidiana, satisfazemos as nossas próprias necessidades, no entanto durante o envelhecimento e durante a doença, a capacidade de nos auto-cuidarmos diminui e a carência de cuidados de higiene aumenta.
Desta forma, durante a prestação de cuidados de higiene adequados ao Idoso e o seu consequente conforto físico e mental, deverão ser respeitados alguns aspectos:
1. Proporcionar higiene e conforto, promovendo a saúde e prevenindo a doença;
2.
Avaliar grau de dependência;

3. Favorecer independência/autonomia (não substituir quando o Idoso tem capacidade para realizar determinada tarefa, incentivar ao auto-cuidado);
4. Observar todo o corpo, avaliando a integridade cutânea;
5. Promover a integridade cutânea (secar todas as pregas cutâneas e espaços interdigitais, aplicar creme e massajar todo o corpo, etc.);
6. Promover mobilização passiva e activa;
7.
Promover uma relação interpessoal com Idoso e Família (por exemplo: identificar-se, explicar procedimento, incentivar a colaborar);

8. Não impor nova rotina, se possível atender à vontade do Idoso e aos seus hábitos (por exemplo: hora e frequência do banho);
9
. Verificar condições ambientais (temperatura, iluminação e ventilação);

10
. Respeitar privacidade, dignidade e valores culturais do Idoso;

11
. Assegurar as regras de segurança para o Idoso e para o Cuidador (grades e barras de protecção, tapetes antiderrapantes, não deixar o idoso sozinho, não deixar que tranque a porta, utilizar luvas, atender à ergonomia, etc.);

12. Estimular auto-estima e auto-imagem do Idoso (utilizar espelho, pentear, barbear, cuidar das unhas, etc.);
13
. Atentar ao material invasivo do Idoso (sonda naso-gástrica, algálias, soros, catéteres, pensos, drenos, etc.);

14
. Preparar todo o material anteriormente;

15
. Iniciar higiene propriamente dita, pela cabeça em direcção aos pés, partindo da parte mais limpa para a mais suja;

16
. Utilizar material de uso pessoal e se possível descartável;

17
. Promover trabalho em equipa, integrando o Idoso e Família na mesma;

18
. Se surgirem dúvidas, problemas ou alterações comunicar à família ou outro elemento responsável da Equipa;

19
.Atender a salubridade do meio envolvente do Idoso.


Cuidados parciais
Os cuidados de higiene parciais, entendem-se como os cuidados específicos a cada parte do corpo a ter em conta. Também podem ser chamados cuidados de higiene parciais à higiene de parte do corpo, frequentemente a regiões com secreção abundante e maior carência de higiene (cara, mãos, axilas e genitais).


Cabelo

Os cuidados básicos dos cabelos incluem: observar, lavar, escovar, pentear e cortar.


Pele
A pele é o maior órgão do corpo humano, possuindo enumeras funções, entre elas:
1.
Protecção física e imunitária;

2.
Protecção da desidratação;
3. Regulação da temperatura corporal (por exemplo, sudação);
4. Funções metabólicas (por exemplo a luz solar faz com que o organismo produza Vitamina D);
5. Órgão dos sentidos (tacto).

Como tal, a higiene de toda a superfície corporal é indispensável, tendo em conta alguns detalhes, como os produtos utilizados.

Em Idosos semi-dependentes, sem alterações da pele, pode-se utilizar sabão, sabonete ou gel de banho convencional. No entanto, em idosos dependentes, deverá ser utilizado sabão hipoalergénico, pois tem menor potencial de provocar alergias. Promove a higiene e não carece de passar por água limpa.
Poder-se-ão aplicar cremes ou óleos, dando preferência ao creme hidratante.

Não utilizar pó de talco, pois impede os poros da pele de respirar.
Observação: verificar alterações de toda a pele, desde feridas a traumatismos ou pressão, alergias, desidratação, alterações da pigmentação, da temperatura, sensibilidade, etc.

Relação Interpessoal
Durante o banho dever-se-ão reunir condições para promover um momento agradável, de diálogo com o Idoso (evitar falar apenas com o outro elemento que presta cuidados, esquecendo o Idoso), conversando sobre situações positivas e do interesse do Idoso.


Orelhas e Ouvidos A sujidade nos ouvidos e orelhas pode provocar ulceração e infecção, pelo que também devem ser considerados determinados aspectos importantes na sua higiene:

1. Durante o banho lavar com água e sabão as orelhas, não esquecendo a parte posterior da mesma;
2. Preparar material necessário: luvas, toalhetes, algodão, cotonetes, etc.;
3.
Utilizar toalhete, algodão ou cotonete, mas sem introduzir no ouvido, pois pode traumatizar o tímpano e o objectivo é retirar a sujidade e não introduzi-la no ouvido;

4. Observar presença de cerúmen (cera);
5.
Observar alterações;

6. Considerar próteses auditivas.


Olhos (lavagem ocular)
Os olhos devem ser lavados durante o banho, com água (alguns produtos podem provocar irritação), no entanto, por vezes é necessário promover uma higiene particular, no caso de excesso de secreção ocular.
A limpeza dos olhos deve ser realizada com compressas, utilizando o soro fisiológico, sendo necessária uma compressa para cada olho.


Boca: prótese, dentes e língua (higiene oral)
A higiene oral deverá ser realizada idealmente após cada refeição e sempre que necessário.

Os objectivos da higiene oral centram-se na necessidade de manter a boca limpa e húmida, ajudar a conservar os dentes e a mucosa oral, remover restos alimentares, massajar as gengivas, estimular a circulação e prevenir complicações. Prestar atenção especial a Idosos com presença de sonda nasogástrica ou necessidade de aspiração de secreções, tendem a apresentar maior acumulação de sujidade na boca e maior desidratação da mucosa oral,pelo que é fundamental a higiene cuidada da mesma.


Dever-se-á trocar o adesivo de fixação da sonda nasogástrica diariamente, após o banho. Se o Idoso for capaz de se auto-cuidar, deverá ser realizada supervisão e, se necessário, ensino.


Mãos, Pés e Unhas Os Idosos costumam apresentar sérios problemas nas mãos e pés, devido a alterações circulatórias, deformidades ósseas, diabetes, etc.
Os objectivos principais da sua higiene são: prevenir a infecção ou inflamação; evitar o traumatismo devido a unhas encravadas, longas ou ásperas; evitar acumulação de sujidade, etc.

Os cuidados a ter em conta são:
1.
Preparar material necessário: luvas, bacia, esponja, toalhas, sabão, tesoura ou corta-unhas, creme, óleo, vaselina, etc.

2.
Durante o banho, lavar com água e sabão, introduzir as mãos e os pés do Idoso na bacia de água (posteriormente trocar de água), lavan
do especialmente as unhas e espaços interdigitais, assim como ter o cuidado de secar bem os mesmos;
3.
Hidratar com creme, óleos ou aplicar vaselina nos locais de maior calosidade (por exemplo os calcanhares);

4. Cuidar das unhas, cortá-las ou limá-las e, se necessário (cortando de forma recta e não muito próximo da pele), amolecendo-as previamente em água morna; 5. Observar as alterações dos pés, mãos e unhas, verificando a presença de lesões cutâneas;
6.
Não cortar as calosidades (pode provocar hemorragia);

7. Considerar micoses (usar instrumentos de uso pessoal ou desinfectá-los).


Cuidados Perineais A higiene perineal refere-se à limpeza dos genitais externos e região circundante, que normalmente é realizada durante o banho. No entanto, em Idosos dependentes, há a necessidade de realizar os cuidados perineais várias vezes ao dia.

Este facto deve-se a situações como: infecções genitourinárias, incontinência fecal e urinária, secreções excessivas, irritações ou escoriações, presença de algália, cirurgia perineal, etc.


O Períneo está localizado entre as coxas e estende-se desde o topo dos ossos pélvicos até ao ânus, contendo as estruturas anatómicas sensíveis, relacionadas com a sexualidade, eliminação e reprodução. Os cuidados perineais são providenciados com a finalidade de prevenir a infecção, promover a saúde e conforto.

Devido à existência de vários orifícios no períneo, esta é uma área vulnerável à entrada de microrganismos patogénicos.

*Para a realização dos cuidados perineais dever-se-á:
1. Reunir material necessário: luvas, bacia, aparadeira, urinol, dispositivo urinário, saco colector, esponjas, toalhas, resguardos, cremes, sabão, fralda, pomadas, etc.;
2.
Questionar o Idoso se pretende urinar ou evacuar antes de proceder a higiene perineal. Colocar urinol ou aparadeira, se necessário.


*1. Colocar o Idoso em decúbito dorsal (barriga para cima), se possível com pernas flectidas, lavar a região de eliminação urinária e posteriormente, colocar o Idoso de decúbito lateral (de lado) para proceder a higiene da região de eliminação intestinal.

Homem: começar a lavar com movimentos circulares pela ponta do pénis, puxando o prepúcio para baixo e lavando a glande, posteriormente o pénis e o escroto (não esquecer de voltar a colocar o prepúcio na sua posição normal, nomeadamente em caso de Idoso não circuncisado); a estimulação da glande pode provocar erecção, pelo que este procedimento deverá ser realizado com respeito pela privacidade do Idoso e num ambiente de descontracção;

Mulher: lavar da frente para trás (do meato urinário para orifício vaginal e posteriormente para a região anal), prestando atenção à sujidade acumulada entre os lábios, utilizando uma mão para afastar os lábios e outra para lavar; poder-se-á utilizar uma esponja ou uma caneca de água para conseguir obter maior eficácia.

2. Lavar da zona limpa para a zona suja;

3.
Promover a privacidade do Idoso;


4. Observar alterações;

5.
Atender ao Idoso algaliado: que apresenta um risco de infecção aumentado, pelo que devem ser tomadas as devidas precauções, tais como:

a. Algaliação deverá ser realizada por Enfermeiro;
b. Manter o saco colector abaixo do nível da bexiga (para a urina não refluir novamente);
c. Não desadaptar saco da algália, excepto se o saco se romper e for necessário substituir;
d.
Despejar a urina do saco colector várias vezes ao dia (2 a 3 vezes e sempre que necessário);

e.
Observar as características da urina e a quantidade (urina concentrada, urina com sangue ou coágulos, etc.);

f.
Verificar se a algália ou tubo do saco colector não fica dobrada ou a traumatizar alguma parte do corpo do Idoso;

g.
Considerar perdas extra-algália e Idosos que não usam saco colector.
Deve ponderar-se a colocação do dispositivo urinário,que é uma película fina de borracha, que se encaixa no pénis, semelhante a um preservativo, mas com orifício na extremidade, para ser conectado ao saco colector.

Coloca-se da seguinte forma:
a.
Realizar a tricotomia da região (retirar pelos com gilete onde o adesivo vai colar);
b. Lavar o pénis com água e sabão, secando bem;
c. Observar a pele, se houver alguma lesão, não colocar;
d.
Colocar o dispositivo como se fosse um preservativo e deixar espaço livre na ponta do pénis;

e.
Colocar adesivo próprio ou anti-alérgico em torno do dispositivo, metade no mesmo e metade sobre a pele, não deixando muito apertado;

f.
Conectar o saco colector.


(fonte: forma.te)